Psicologia Mais Perto

por Luiz Gustavo Santos Tessaro

Felicidade: no débito ou no crédito?

João é um cara visto por todos como bem-sucedido. Tem casa própria, carro, família constituída e um bom emprego. No bolso um celular do último modelo. Em casa nada falta e ainda sobra dinheiro para viajar duas vezes ao ano, comprar bugigangas tecnológicas de última geração nas Black Fridays anuais, andar com roupa de marca, ir a bons restaurantes. Mas João sofre silenciosamente. Apesar de ser invejado por muitos ao seu redor, a sensação que ele tem é de vazio. Nada que ele tem parece bastar ou ser suficiente. Ele pensa em largar o emprego, a família, o país… O que será que ele tem? Que doença lhe acomete?


Bem, a história de João não é incomum. Construímos uma sociedade cuja lógica é a da produção e do consumo. Logo, sentimos a falsa necessidade de comprar uma coisa após a outra em um looping eterno, buscando ter aí alguma satisfação, iludidos com a ideia de que é assim que encontraremos a felicidade. Não raras vezes, trocamos o ser pelo ter, trabalhamos somente para sustentar esse funcionamento (e os boletos que ele gera) e não para realizar algo maior, um sentido para nossa existência. Se você se identifica com alguma ideia desse texto, te convido a pensar: será que você já não tem tudo o que realmente precisa para viver e ser feliz? Você já agradeceu hoje pelo que já viveu até agora? Talvez você descubra que, onde parece haver vazio, há muito o que ser celebrado. Precisamos aprender que, para sermos felizes, não precisamos de cartão de crédito.


Luiz Gustavo Santos Tessaro

Psicólogo – CRP 07/22925

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Luiz Gustavo Santos Tessaro

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