Psicologia Mais Perto

por Luiz Gustavo Santos Tessaro

Quem você precisa perdoar? (não leia se você acha que sempre tem razão)

Isso mesmo. Se você é cheio(a) de convicções, evite ler este texto. Ele fala sobre perdão. E se você é uma pessoa cheia de certezas e foi ofendida por alguém alguma vez na vida, pode achar que o agressor é mal, que deve implorar pelo seu amor e que não “merece” seu perdão. Você está decidido(a) a “endurecer”. Nesse caso, peço que não siga a leitura, pois ela pode lhe incomodar (ou desacomodar). É por sua conta e risco a partir daqui, ok?



Bom, preciso lhe dizer que, se você espera que ele/a lhe peça perdão primeiro, implore ou faça algo em retribuição ao mal feito, você está atribuindo a essa pessoa o poder de uma decisão que é só sua. E, em certas situações, esse é o único poder que você tem. Aqui deve-se destacar que perdoar não significa deixar de buscar a justiça, esquecer ou necessariamente se reconciliar, mas sim deixar de se apegar a um sentimento que faz mal unicamente a quem se considera vítima. Se você mergulha no ressentimento, além de ter sido ofendido/a, revive a situação intermináveis vezes. Torna-se prisioneiro/a dela. “Sentimento ilhado, morto e amordaçado volta a incomodar”, diria o poeta. Não perdoamos apenas pela manutenção dos vínculos afetivos. Às vezes nem há como mantê-los. Perdoamos também por uma questão de saúde emocional. A decisão é sua. Você precisa perdoar alguém?


Luiz Gustavo Santos Tessaro

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